Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008
KTM fecha parceria com Bajaj
Yamaha apresenta XT 660R 2008
Bimota terá representante oficial no Brasil
Can-Am traz para o Brasil o quadriciclo DS 450 EFI
Recall Honda Biz 125
Hoje, a Moto Honda acelera seus passos para realizar pronto atendimento aos proprietário da Biz 125, que começa a partir do dia 18 de fevereiro. Para falar sobre o recall, a Agência Infomoto entrevistou Ricardo Enzo Susini, gerente de Serviços Técnicos da Moto Honda da Amazônia. Acompanhe, na íntegra, as respostas do representante da montadora.
Infomoto – A Biz 125 é o terceiro modelo mais vendido pela Honda no País. Qual é o período de abrangência/fabricação das motos que estão dentro do recall?
Ricardo Susini – Todos os modelos Biz 125 produzidos entre agosto de 2005 e fevereiro de 2007.
Infomoto – Como será feito o atendimento aos proprietários da Biz 125? Haverá algum custo ao consumidor?
Ricardo Susini – A primeira providência é o agendamento prévio na concessionária Honda preferencial do cliente. Os telefones e endereços podem ser obtidos através de uma linha direta especialmente criada: 0800 725 00 93. É uma iniciativa fundamental para que o consumidor possa ser prontamente atendido. Após a inspeção, caso haja necessidade, o chassi da motocicleta será substituído por outro novo. A troca será totalmente gratuita, incluindo a documentação da motocicleta.
Infomoto – As concessionárias Honda estão preparadas para este tipo de atendimento/reparo? Os mecânicos fizeram algum tipo de treinamento específico?
Ricardo Susini – A nossa rede conta com profissionais altamente qualificados pela fábrica. Os clientes poderão dirigir-se a qualquer uma de nossas concessionárias, onde teremos condições de atendê-los com o padrão de qualidade Honda. Toda a orientação necessária já foi transmitida e os mecânicos devidamente treinados.
Infomoto – Caso haja a necessidade da troca do chassi, quem fará a remarcação e como será feita? Quanto tempo demora toda a operação?
Ricardo Susini – O chassi será fornecido pela Honda com a numeração original e, portanto, não há necessidade de nova documentação. O tempo total de espera pode levar alguns dias, se considerarmos o prazo para a entrega do chassi já numerado e os procedimentos legais junto aos órgãos de trânsito. Toda essa operação será custeada pela Moto Honda.
Infomoto – Além de abastecer o mercado interno, a Biz 125 é exportada para outros países. Como será feito o recall no exterior?
Ricardo Susini – Todos os importadores já foram devidamente informados e tomarão as mesmas providências.
Infomoto – Os clientes proprietários de Biz 125 devem ter algum cuidado especial antes da inspeção?
Ricardo Susini – A probabilidade de ocorrência de problema é baixíssima e dependerá do modo como a motocicleta é utilizada. Sugerimos aos que utilizam a motocicleta em condições severas (transporte de peso elevado e/ou trafeguem em condições críticas de piso) que levem sua motocicleta a uma concessionária autorizada para a inspeção (que acontecerá em aproximadamente 30 minutos). A partir de então, caso não seja identificada nenhuma anormalidade, a motocicleta poderá ser utilizada tranqüilamente.
Infomoto – Há a possibilidade de outros modelos apresentarem o mesmo problema no chassi?
Ricardo Susini – Não. A Honda Biz 125, por suas características, é o único modelo que apresenta esta configuração estrutural. De qualquer forma, um intenso trabalho de verificação foi realizado na fábrica e os resultados demonstraram que não há risco de ocorrência em outros modelos.
Mercado
Quinto veículo mais vendido no Brasil em 2007, com 202.273 unidades, a Biz 125 só perde para as Honda CG 150 e CG 125, VW Gol e Fiat Palio. Este ano já foram comercializadas 22.796 unidades da moto de uso urbano da Honda, marca que detem 72,35% de participação de mercado no segmento de duas rodas, segundo dados estatísticos da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).
Confira se sua Biz 125 faz parte do lote que pode apresentar problemas na solda do chassi:
Ano-modelo 2006:
Versão KS: chassi 9C2JA04106R000039 a 9C2JA04106R849955
Versão ES: chassi 9C2JA04206R000055 a 9C2JA04206R888744
Versão MAIS: chassi 9C2JA04306R000020 a 9C2JA04306R809884
Ano-modelo 2007:
Versão KS: chassi 9C2JA04107R000001 a 9C2JA04107R034076
Versão ES: chassi 9C2JA04207R000001 a 9C2JA04207R062422
Versão MAIS: chassi 9C2JA04307R000001 a 9C2JA04307R011533 (AutoZ)
Motor-Z vende Scooter 150cc por R$ 4.990
Suzuki Burgman 650 Executive já está nas revendas
Dafra entra no mercado com quatro motos
A Dafra investiu R$ 100 milhões na fábrica em Manaus, mas por enquanto 90% das peças serão chinesas, num acordo que a empresa brasileira fez com fornecedores da China. Com o tempo a empresa pretende aumentar o nível de nacionalização e até 2012 quer ter 10% do mercado de motos no Brasil, quando estima-se que haverá uma produção de 4 milhões deste veículo.
A moto de entrada da empresa será a Super 100, que terá partida elétrica, motor com 100 cc, que custará R$ 3.290,00, com financiamento de 39 parcelas de R$ 125,00. A outra será a Speed 150. Este será um modelo street, com freio a disco, roda de liga leve, partida elétrica e indicador de combustível. Ela custará R$ 4.990,00 ou 39 parcelas de R$ 189,00.
As outras duas motos são uma scooter, que se chamará Laser 150 e terá como diferencial a roda aro 13 e sairá por R$ 5.990,00, ou poderá ser paga em 39 parcelas de R$ 225,00. A topo de linha será a Kansas 150, com freio a disco e que será vendida por R$ 5.590,00 ou 39 parcelas de R$ 209,00.
Com tecnologia chinesa, a empresa tem 300 funcionários, que montarão as motos no Brasil. A Dafra tem uma unidade na China, onde desenvolve as motos. Para fevereiro o consumidor terá 60 pontos de vendas, passando a 170 em março. Alguns destes pontos de venda estarão em concessionárias da Itavema, que além de vender carros também tem uma empresa de logística, que distribui veículos no Brasil. A Dafra será mais uma empresa do grupo.
Para este ano a previsão é de vender 60 mil unidades, passando para 90 mil em 2009 e em 2012 a expectativa é comercializar 400 mil motos/ano. Estes números surgiram baseados no crescimento do mercado, que dobrou nos últimos cinco anos e deve dobrar nos próximos cinco.
A Dafra prevê lançar nos próximos anos quatro quadriciclos, sendo que um deles estará no mercado ainda neste ano. Todos eles serão produzidos em parceria com as três empresas chinesas que estão produzindo as motos Dafra. (AutoInforme)
Yamaha reduz preço de motos importadas
As concessionárias também têm planos especiais de financiamento para os três modelos com 10% de entrada e o saldo em até 60 meses. (AutoInforme)
http://www.autoinforme.com.br/noticias.asp?id_noticia=6803&id_tipo_noticia=17&id_secao=16
Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008
Buell revela Ulysses XB12XT
Harley exibe nova FLSTSB Softail Cross Bones
Suzuki B-King chega ao Brasil
Honda CBR 600RR 2008 já está nas lojas

Dafra, uma nova fabricante de motos no Brasil

Mais uma fabricante de motocicletas está se instalando no Brasil, mais precisamente em Manaus, no Amazonas: a Dafra Motos, empresa do Grupo Itavema. Logo depois do carnaval, as revendas do Rio de Janeiro e São Paulo já estarão comercializando os primeiros modelos montados por lá, com 93% das peças manufaturadas na China. Os pneus Pirelli são fabricados no Rio Grande do Sul e os freios Fischer, no interior de São Paulo. Inicialmente, serão produzidos e comercializados quatro modelos de motos que custarão cerca de 20% a 30% mais baratas do que suas principais concorrentes: a Scooter Laser 150, com preço de R$ 5.990, a Super 100, por R$ 3.290, a Speed 150, com preço final de R$ 4.990, e a custom Kansas 150, por R$ 5.990. No mês de maio chegará ao mercado um quinto modelo. Segundo a empresa, a Dafra Motos é fruto de um investimento da ordem de R$ 100 milhões, sendo que a maior parte do capital foi destinada para a construção da fábrica em Manaus, com 100 mil metros quadrados de terreno e mais de 300 funcionários. De acordo com Creso Franco, presidente da Dafra Motos, a planta de Manaus deve produzir 60 mil motos em 2008 e 90 mil em 2009. "Crescer de forma continua e sustentável é o principal objetivo da Dafra Motos. Vamos investir na ampliação da capacidade de produção da fábrica, consolidação da marca e no desenvolvimento de novos produtos que se adaptem à preferência dos consumidores das diferentes regiões do país", diz Franco. Segundo ele, a Dafra terá, entre os meses de fevereiro e março, 170 pontos de atendimento. E tem mais: todas as motos da Dafra poderão ser adquiridas via financiamento com o Banco Itaú.
A nova Suzuki GSX-R1000 já está nas lojas

Brasil recebe novos quadriciclos
Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008
Novo motor de 125 cm3 deixou Miza Easy melhor
Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007
Garinni divulga tabela de preços
A Garinni Motos acaba de divulga a tabela de preços sugeridos de suas motocicletas. O modelo de entrada, a cub GR 125Z de 125 cc,tem preço de R$ 4.750,00. Já a topo de linha, GR 150P de 150 cc, sai por R$ 7.593,00. Confira a tabela completa: (AutoZ)
http://www.autoz.com.br/News/noticias/default.asp?cod=AUTO/CARR/16482Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007
Custom ‘modernosa’
Você saberia dizer o que o Shelby Cobra, o Ford GT-40 e a Ferrari 430 Scuderia têm em comum além, é claro, de serem esportivos “puro-sangue”? Não? A resposta é simples: os quatro modelos trazem em sua carroçaria faixas decorativas que vão do capô até a tampa do porta-malas. Mas o que isso tem a ver com a versão 2008 da Yamaha Drag Star 650? Simplesmente tudo. Para dar um ar mais “modernoso”, de certo modo mais esportivo, ao seu tradicional modelo custom, a Yamaha inspirou-se nessas lendas sobre quatro rodas e aplicou na moto duas faixas contínuas em prata na parte superior do tanque de gasolina e da rabeta. A Drag Star também ganhou a cor vermelha, além de logotipo em relevo e cromado no reservatório de combustível. Outras novidades da linha 2008 são o assento em tecido antiderrapante perfurado e o novo grafismo do interior do painel de instrumentos.
Na parte visual, a adoção do vermelho deu mais vida ao modelo, fabricado anteriormente apenas nas cores preta e prata. Para quem é fã das estradeiras, esta custom não deixa nada a desejar frente às outras opções de mercado. Traz muitas peças cromadas, pára-lama curto, pedaleiras avançadas, duas saídas de escape paralelas e o largo pneu 170/80-15 na traseira. Além, é claro, do tradicional motor V2 . Em função de seu porte, a Drag Star 650 parece uma moto de maior cilindrada.
Fabricado no Pólo Industrial de Manaus, AM, desde 2003, a Yamaha Drag Star vendeu em 2007 aproximadamente 900 unidades. Suas principais concorrentes são Honda Shadow 750, Suzuki Boulevard M 800 e Harley-Davidson XL 883. Apesar de sua menor capacidade cúbica, a custom da Yamaha oferece uma boa relação custo-benefício, já que seu preço sugerido gira em torno de R$ 25 mil contra R$ 29.980,00 da Honda, R$ 29.900,00 da HD e R$ 32.900,00 da Suzuki. Ou seja, a Drag Star 650 é a custom de média cilindrada mais acessível à venda no País.
Motor
Equipada com um motor bicilíndrico de quatro tempos em “V” refrigerado a ar de 649 cm³, a Drag Star 650 gera 40 cv de potência máxima a 6.500 rpm. Ou seja, a moto tem desempenho compatível com sua categoria e suficiente para uma viagem tranqüila. Destaque para o torque de 5,2 kgfm, que chega logo aos 3.000 rpm. Em função de sua “força”, muitas vezes não é nem preciso reduzir a marcha para fazer uma ultrapassagem. Basta girar o acelerador. Outro diferencial do modelo fica por conta da adoção da transmissão secundária por meio de eixo-cardã. Silencioso, limpo e praticamente sem manutenção, o conjunto oferece total segurança nas viagens de longa duração. Já o câmbio de cinco marchas oferece engates precisos e suaves.
Em prol do meio ambiente, a Drag Star 650 está equipada com o Air Induction System, dispositivo formado por diafragmas e válvulas interligados com o carburador (duplo), com o filtro de ar e cabeçote. Isso durante as etapas de admissão, explosão e escape, que, em conjunto com os dois catalisadores, contribui para o baixo nível de emissões.
Ciclística
Para reforçar a imagem clássica das “rabo duro” (motos que não tinham amortecedor traseiro), a Drag Star escondeu o monoamortecedor (com regulagem de pré-carga) sob o pára-lama. Fixado à balança traseira por links, copia bem as ondulações de estradas. Na dianteira, a Drag Star usa o tradicional garfo telescópico. Nas ruas e avenidas dos grandes centros, o conjunto sofre um pouco com o excesso de buracos. Para ajudar na absorção dos impactos, a moto está calçada com pneus Pirelli Route 100/90-19, na dianteira, e 170/80-15, na traseira. Já o sistema de freios é formado por disco simples de 298 mm na frente e a tambor (130 mm) atrás. Não é um primor de eficiência, mas está perfeitamente de acordo com sua proposta.
Acessórios
Com visual retrô, a Drag Star traz uma grande distância entre-eixos (1.610 mm) e na reduzida altura do assento (695 mm). Esta configuração de construção faz das motos custom fáceis de se pilotar. O piloto, independente da altura, tem mais facilidade para parar a moto e colocar os pés no chão. Para completar, a moto da Yamaha traz guidão aberto, banco estilo “sela” para piloto e outro individual para o garupa. Para uma viagem mais confortável, a espuma poderia ser de maior densidade. Quem quiser investir no conforto, alguns acessórios podem ser instalados: faróis auxiliares, pára-brisa, pedaleiras plataforma e alforjes laterais, além de um banco mais lago para o garupa. Não esqueça também de um sissy-bar (encosto) com suporte para bagagem. Tudo privilegiando a ergonomia, conforto e segurança. Então, faça as malas e boa viagem! (AutoZ)
Velha guerreira
Quem pensou que veria no Salão Duas Rodas uma nova moto de uso misto da Honda enganou-se. Lançada em setembro 1999, em substituição à NX 350 Sahara, a NX4 Falcon praticamente não mudou nada ao longo de sua fabricação (exceto os grafismos). O modelo 2008 chega à rede de concessionárias com três opções de cores: vermelha, prata e preta. Para dar uma sobrevida a essa trail de uso urbano, a moto ganhou tampas laterais cinza e pára-lama fosco. Apesar dos anos e dos avanços tecnológicos do setor de duas rodas, a Falcon segue em frente, sem concorrentes diretos. Abaixo do modelo de 397,2 cm³ da Honda está sua irmã mais nova, XR 250 Tornado, e também a Yamaha XTZ 250 Lander, equipada com injeção de combustível. Em um patamar acima estão a Yamaha XT 660R e a BMW G 650 X Challenge que, sem sombra de dúvida, são infinitamente superiores ao modelo on/off-road da Honda. Apesar de defasada mecânica e visualmente, a Falcon tem qualidades. Seus pontos fortes são: conjunto equilibrado, conforto e freios potentes.
A ergonomia, ou seja, a postura do piloto sobre a motocicleta, também é um de seus principais atrativos de venda. Em função do desenho do tanque e das aletas, o piloto fica bem encaixado na Falcon. O guidão mais alto e estreito oferece ao motociclista fácil pilotagem. Ao centro, um completo painel de instrumentos. O banco macio, largo e em dois níveis faz com que a moto de uso misto seja bastante confortável, já que piloto e garupa podem rodar por muitos quilômetros.
Mecânica e ciclística
A Falcon tem motor monocilíndrico de quatro tempos derivado da XR 400, com quatro válvulas e comando simples no cabeçote (OHC). O propulsor gera 30,6 cv a 6.500 rpm de potência máxima e torque máximo de 3,51 kgf.m a 6.000 rpm. Já que o motor é originário de um modelo “puro-sangue”, a Falcon poderia oferecer maior cavalaria. Só para comparar, sua antecessora, a Sahara, desenvolvia 31,5 cv a 7.500 rpm. Esta é a principal queixa: a falta de potência.
Com um conjunto bastante equilibrado, a Falcon utiliza chassi do tipo berço semiduplo, que ancora suspensão dianteira de longo curso e traseira Pro-Link. O sistema de freios é outro destaque. Com disco em ambas as rodas, a dianteira tem cáliper de duplo pistão e na traseira pistão simples. O freio na roda da frente é superdimensionado para a moto. É bastante preciso – mesmo em situações extremas –, porém o motociclista deve ter sensibilidade para acioná-los. O modelo tem rodas dianteira de 21’’ e traseira de 17’’, calçadas com pneus Pirelli MT 60 de uso misto.
Impressões de pilotagem
Polivalente, a Honda Falcon pode ser utilizada no dia-a-dia e em viagens curtas no final de semana, além de estar pronta para encarar trechos de deslocamento por terra ou até mesmo uma trilha. Em função de seu porte, a moto passa por obstáculos ou corredores apertados sem dificuldade, já que a altura dos espelhos fica acima da maioria dos retrovisores dos automóveis (exceto utilitários-esporte). Para ajudar nas manobras em vias apertadas, a Falcon tem bom ângulo de esterçamento.
Por estradas asfaltadas, a moto tem desempenho compatível com sua proposta, principalmente se rodar 100/110 Km/h. O consumo médio gira em torno de 20 Km/l. Em trechos de serra, com curvas fechadas, a Falcon surpreende, já que tem um bom ângulo de inclinação. Para ajudar nessa missão, a moto conta com bom acerto da suspensão e também boa aderência dos pneus Pirelli, de perfil alto (120/90 na traseira e 90/90, na dianteira).
Apesar de seus 151 quilos (a seco), a moto roda com desenvoltura por estradas de terra. Na trilha, o comportamento desta on/off não deixa a desejar, mas não é seu habitat natural. Com seu espírito de aventura, a Falcon encara muitas adversidades. Até quando não se sabe. Já que o mercado brasileiro está cada dia mais exigente e antenado nos principais avanços tecnológicos. Uma coisa é certa, em breve a trail da Honda terá aposentadoria por tempo de serviço.
Há muitas especulações pairando no ar - motos Honda de 300/400 cilindradas com injeção eletrônica e sistema flex. Assim, o motociclista tem duas opções: esperar os próximos lançamentos (modelos 2008/2009) ou rodar com a boa e velha Honda Falcon, que vendeu este ano mais de 13 mil unidades O preço sugerido gira em torno de R$ 14 mil, base no Estado de São Paulo. A garantia é de 12 meses, sem limite de quilometragem. (AutoZ)
Custom de 1.500 cc da Suzuki segue estilo clássico
Desde que deu o nome Boulevard aos seus modelos custom, a Suzuki os dividiu em duas famílias diferentes: as mais modernas, que trazem a letra “M”, e as clássicas, com a letra “C”. No Brasil, a representante das custom futuristas é a M800, já as clássicas têm a grande Boulevard C 1500 como estandarte.
A Suzuki Boulevard C 1500 mostra já no desenho a inspiração das motos long-and-low (longas e baixas) dos anos 40 e 50. Os pára-lamas dianteiro e traseiro trazem uma espécie de “franja”, que muito lembra as antigas Indian, motos norte-americanas do século passado. O farol, no estilo “cabeça-de-touro”, bem grande e cromado, remete ao estilo clássico.
O painel de instrumentos traz o primeiro sinal de modernidade, com marcador de combustível e hodômetros digitais. Fixado sobre o tanque é bastante simples, mostrando ainda um grande velocímetro analógico e luzes de advertência. Como toda boa custom, a Boulevard 1500 também exibe cromados de sobra, que se estendem do farol aos dois canos de escapamento.
Modernidade escondida
No conjunto mecânico, a inspiração clássica aparece no motor de dois cilindros em “V” de exatos 1.462 cm³, com a tradicional refrigeração a ar e óleo. Porém, a modernidade do propulsor está escondida no sistema de alimentação: a Boulevard C 1500 é equipada com injeção eletrônica de duas borboletas, uma controlada pelo piloto por meio do acelerador e outra monitorada eletronicamente.
Trata-se do tal SDTV (Suzuki Dual Throttle Valve), derivado da linha superesportiva da marca, que proporciona melhor alimentação em qualquer faixa de giro. Na prática, isso se traduz em respostas rápidas no acelerador e torque de sobra desde as baixas rotações.
Confirmando, dessa forma, os números de desempenho declarados: torque máximo de 11,7 kgf.m já nas 2.800 rpm e potência suficiente para se viajar com tranqüilidade, 69 cv a 4.800 rpm.
Outro detalhe do conjunto motriz da C 1500 que foge à receita clássica é a transmissão final por eixo-cardã. Praticamente livre de manutenção, evita o incômodo de lubrificar a corrente em uma longa viagem.
Na estrada
Justamente em uma longa viagem é que o motociclista vai usufruir as qualidades dessa enorme custom – são mais de 2,5 m de comprimento total. Apesar desse porte e do peso (302 kg a seco), ela não é uma moto difícil de manobrar. Principalmente pelo baixo centro de gravidade, reforçado pelo tanque de 14 litros localizado sob o assento do piloto.
A capacidade do reservatório poderia ser maior em uma estradeira como a Boulevard C 1500, mas o grande assento destinado ao piloto, em conjunto com o guidão largo, é ideal para se pilotar muitos e muitos quilômetros.
Mais do tradicional pode ser notado no conjunto ciclístico: quadro berço-duplo em aço, suspensão telescópica na dianteira e uma suspensão traseira com um mono-amortecedor, imitando as antigas motos “rabo-duro”, que não tinham amortecimento atrás. São macias e projetadas para piso bom, entretanto, as suspensões podem sofrer nas estradas mal-pavimentadas.
Além do conforto proporcionado pelas suspensões e assento, o piloto conta com a embreagem de acionamento hidráulico para engatar as cinco marchas do câmbio. Com torque de sobra, a C 1500 não exige muitas trocas de marchas, mas sempre é bom contar com um manete macio, principalmente em uma longa viagem.
Para proporcionar uma posição “relaxada” ao piloto, a Boulevard C 1500 traz pedaleiras plataforma e comandos avançados como itens de série. Chama a atenção o enorme pedal de freio traseiro para acionar a pinça de quatro pistões, que mordem um único disco ventilado, na traseira. Na dianteira, disco duplo ventilado com pinças de dois pistões. Não é o grande destaque da moto, mas dá conta de parar a Suzuki C1500 com segurança.
Mais cores para 2008
Neste modelo 2008, a Boulevard ganhou novas cores, além da preta: vermelha com tanque em vermelho e preto, e prata. Cotada a R$ 56.091,00, a Boulevard C 1500 enfrenta a acirrada concorrência das Harley-Davidson, como a Softail Deluxe, vendida a R$ 61.900,00, mas que traz o charme da marca norte-americana estampado no tanque.
Já entre as japonesas, a 1500 cc da Suzuki reina praticamente sozinha. Afinal, a Yamaha não oferece uma custom de grande cilindrada e a Honda conta com a VTX 1800, vendida a US$ 33.138 (cerca de R$ 59.000,00), com estilo mais futurista fugindo do tradicional long-and-low.
Direto das pistas
Basta engatar a primeira marcha e acelerar para perceber algumas diferenças da quinta geração da superesportiva Yamaha YZF-R1 para sua versão anterior. Com uma relação de marchas voltada para as pistas, se o piloto buscar a potência máxima de 189 cv a 12.500 rpm pode chegar a quase 170 km/h apenas em primeira marcha! Vantagem nas largadas em pistas como a de Interlagos ou no campo de provas da Pirelli, em Sumaré, SP, onde testamos a superesportiva japonesa.
Ao final da reta de menos de 1.000 m (1 km) podia-se facilmente atingir 250 km/h – e com espaço para frear (o que é mais importante). Provando que a R1 continua com suas acelerações vertiginosas que podem levá-la de 0 a 100 km/h em 2,7 segundos.
Mas isso não significa que o novo motor, que abandonou as cinco válvulas e, a exemplo da Yamaha M1 de Valentino Rossi, conta com quatro válvulas por cilindro, não tenha “força” em baixas e médias rotações. O propulsor de quatro cilindros em linha vem equipado com inédito duto de admissão variável controlado eletronicamente. Chamado de YCC-I (Yamaha Chip Controlled Intake) garante torque e potência desde as baixas rotações.
O YCC-I varia o comprimento do duto de admissão, feito em resina plástica, de acordo com a rotação do motor. A equação é a seguinte: um duto maior oferece melhor desempenho em baixas rotações, já um duto menor, ou seja, mais curto, garante alimentação para o motor em altas rotações. O comprimento do duto da nova R1 pode variar entre 65 mm e 140 mm.
Na prática pode-se perceber a eletrônica atuando quando se está em quarta marcha a 5.000 rpm; e o motor responde rápido e sem engasgos a qualquer movimento no acelerador. Uma resposta precisa, em menos de um milésimo de segundo, já que a R1 conta com acelerador eletrônico, sem cabos (YCC-T – Yamaha Chip Controlled Throttle). Resumindo, o novo motor desta R1 herdou a mais alta tecnologia das pistas de MotoGP.
Curvas suaves
Outra inovação que vem das pistas direto para esta nova R1 é a embreagem antitravamento. O equipamento limita o torque transmitido para a roda traseira nas reduções bruscas, evitando que a mesma “derrape” em casos extremos e permitindo aproximar-se das curvas mais suavemente. A embreagem chega a “patinar” por alguns momentos, reduzindo o efeito do freio-motor.
Isso em conjunto com o novo quadro de alumínio, que foi reforçado, permite contornar curvas com muita facilidade. Com uma posição de pilotagem bastante racing, o piloto pode facilmente escorregar pelo banco, mirar onde quer entrar na curva e deitar sem medo.
O garfo dianteiro invertido (upside-down) e toda sua engenharia faz com que a nova Yamaha 1.000 mostre a mesma “obediência” já característica de versões passadas. O piloto escolhe a melhor trajetória e aproveita da ciclística impecável para contornar curvas com suavidade.
Ao voltar a acelerar, além da eficiência já citada do motor, tem à disposição nova balança traseira assimétrica. Monoamortecida e totalmente regulável, a nova balança mantém a roda no chão nas reacelerações, ajudada pelos pneus radiais Pirelli Diablo Corsa.
Na hora de parar essa 1.000 cc, a Yamaha diminuiu o diâmetro dos discos dianteiros em 10 mm (agora têm 310 mm), mas instalou novas pinças de fixação radial de seis pistões, que garantem que os 250 km/h podem chegar progressivamente e sem sustos a 60 km/h no campo de testes da Pirelli, no interior de São Paulo.
Visual musculoso
A YZF R1 manteve a identidade que fez sua fama nesses quase dez anos de história – a primeira geração foi lançada em 1998. Porém, para garantir fluxo de ar adequado à parafernália eletrônica (YCC-I), teve sua carenagem redesenhada em túnel de vento. As entradas de ar estão maiores e algumas peças estão mais angulosas. Da última versão para esta, a R1 manteve a dupla saída de escape traseira e a lanterna com LEDs na traseira.
Apenas quem é mesmo fanático por esta superesportiva pode notar as diferenças externas em relação ao modelo anterior com uma simples passada de olhos. Agora, quem pilotar essa quinta geração da YZF R1 vai notar rapidamente as melhorias. Tanto que o japonês Noriuky Haga garantiu o vice-campeonato Mundial de Superbike por apenas dois pontos e o título de construtores para a Yamaha, o melhor resultado da marca na categoria. Além disso, a R1 foi eleita a Moto do Ano 2007 pela Revista Duas Rodas, em outubro, e recentemente ganhou o prêmio de melhor moto importada da Associação Brasileira da Imprensa Automotiva (Abiauto).
A superesportiva está surpreendentemente mais rápida, quando isso parecia impossível. Os engenheiros de Iwata conseguiram melhorar as características da R1 para a pista, mas sem perder o torque do propulsor em baixas rotações, que faz dela uma moto utilizável em ruas e estradas.
A quinta geração da superesportiva Yamaha YZF-R1 na versão 2008 está à venda na rede de concessionários da marca, apenas na cor azul, por R$ 65.225,00.
* Teste realizado em pista fechada (AutoZ)
Da maneira tradicional




Em março deste ano, a MotorZ, empresa do grupo Zeppini, anunciou seu ingresso no promissor mercado brasileiro de duas rodas de uma maneira pouco convencional: scooters elétricos para o lazer e tarefas profissionais leves. “Procuramos um nicho que ainda não fosse explorado”, explicou à época, o diretor-executivo da empresa, Paulo Fernandez.
A empresa agora comemora os resultados da empreitada. Cerca de sete meses depois já foram vendidas 1.000 unidades de seus scooters elétricos. “A quantidade pode parecer pequena, mas em se tratando de um veículo que simplesmente não existia, já é alguma coisa”, comemorou Fernandez. As vendas satisfatórias e também a rede de revendedores atingindo 39 em todo o País fizeram com que a MotorZ lançasse, no último Salão das Duas Rodas, três modelos a gasolina e entrasse para valer na briga por uma fatia do mercado de motos.
No último dia 21 de novembro, a empresa organizou um test drive para a imprensa com os veículos movidos com o tradicional combustível na sua sede em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo. No segmento de scooters, a MotorZ apresentou a SCO 50, com motor quatro tempos de 50cc e visual vintage. Além da SCO 150, também com motor quatro tempos, mas de 150 cc. A grande novidade foi o lançamento de um modelo CUB com motor de 110cc. Bastante popular, a CUB 110 da MotorZ vem brigar com a Honda Biz 125 e a Sundown Web. Mais dois scooters elétricos também foram mostrados: o SS500, que traz como novidade o conjunto de baterias removível para facilitar a recarga; e o SS 1000, que conta com dois motores de 500W, um na roda dianteira e outro na traseira, para melhorar o desempenho em ladeiras muito íngremes.
Feita para os pequenos
Fabricada na Ásia e montada no Brasil, a CUB 110 não traz nada de inovador para o segmento. Quadro underbone, garfo telescópico na dianteira e dois amortecedores na traseira, juntamente com câmbio rotativo semi-automático, ou seja, com embreagem centrífuga. A única novidade são as rodas de 17 polegadas fabricadas em liga leve, maiores que nas concorrentes. Ponto positivo, já que rodas maiores significam mais estabilidade em vias irregulares, porém não há nenhum espaço sob o banco, como na Honda Biz.
Ainda na parte ciclística, a CUB 110 da MotorZ traz freio a disco na dianteira e a tambor na traseira. O painel é simples, mas completo: traz velocímetro, indicador de marcha engatada e marcador de combustível (o tanque conta com 5 litros de capacidade).
O motor é um monocilíndrico de 110cc arrefecido a ar. Os números de desempenho declarados não empolgam: 6,8 cv de potência máxima a 7.500 rpm e torque não declarado. Na prática exige constantes reduções de marcha em subidas e não ultrapassa os 90 km/h no velocímetro. Entretanto se mostra de acordo com o uso urbano da motoneta.
Mas o que se nota logo ao subir na CUB 110 é sua ergonomia não muito favorável. Ela é “pequena” demais, mesmo no meu caso que meço 1,71m. As pedaleiras parecem estar fora de lugar. No lado direito, onde além do pedal de freio traseiro há ainda o pedal de partida, é difícil encontrar uma posição confortável para apoiar o pé com firmeza. Já do lado direito, o pedal do câmbio rotativo funciona bem nos engates para “baixo”, subindo as marchas. Porém não facilita as reduções, que devem ser feitas com o calcanhar. Outro ponto negativo é o tecido utilizado na cobertura do banco, bastante liso, fazendo com que o piloto escorregue pra frente nas frenagens.
Apesar disso, o visual da CUB 110 é moderno. Traz um conjunto óptico arredondado na dianteira e lente transparente na traseira. Destaque também para as pedaleiras da garupa fixadas ao quadro e não à balança, o que significa mais conforto.
Preço competitivo
Como outros veículos asiáticos, a MotorZ CUB 110 chega com preço bastante competitivo: R$ 4.200,00. Bem inferior à Honda Biz 125, que custa R$ 4.943,00 na versão com partida a pedal (KS) e R$ 5.624,00 na versão com partida elétrica (ES). Apesar de seu motor maior (125cc) e de melhor desempenho, a Biz não traz freio a disco nestas versões. Já a Sundown Web com motor de 100cc custa R$ 4.549,73 sem freio a disco, mas ao menos no papel tem mais potência (7,5 cv).
A motoneta da MotorZ pode ser adquirida por financiamento em uma das 39 revendas ou por consórcio da própria fábrica que deve entrar em funcionamento em breve, segundo a empresa. (AutoZ)